sexta-feira, 17 de novembro de 2017
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
AO CONDENAR LULA EM 2ª INSTÂNCIA, JUSTIÇA INTERFERIRÁ NO CURSO DA HISTÓRIA E SERÁ IMPLACAVELMENTE JULGADA POR ELA NO FUTURO.
(Jornal do Brasil) - Não se sabe se, sendo candidato em 2018, Lula seria eleito pela população.
Assim como não se sabe se, assumindo mais uma vez a Presidência da República, ele teria forças para resisitir a um novo golpe - inspirado de fora - semelhante ao que derrubou Dilma Roussef.
As intenções de voto que o colocam em primeiro lugar na preferência do eleitorado, da ordem de 35%, correspondem ao percentual histórico de votos da esquerda no Brasil, e anormal seria, considerando-se as circunstâncias políticas e o descarado lawfare movido contra ele pelo Ministério Público e a Operação Lava Jato, que o ex-presidente tivesse menos que um terco da preferência da população.
Considerando-se isso - que a esquerda está onde sempre esteve, do ponto de vista eleitoral, e que estrategicamente está sendo sustentada pela lei da inércia, que também funciona no universo político - o ex-presidente da República, para voltar ao Palácio do Planalto, precisaria enfrentar inúmeros desafios.
O primeiro deles o de romper a inação da esquerda, que parece determinada a existir apenas dentro de seus guetos e a deixar a iniciativa estratégica nas mãos dos adversários.
O segundo e mais importante, o de convocar a militância e seus simpatizanttes para a imprescindível quebra do discurso único, mentiroso e hipócrita que foi montado pela direita e a extrema direita nos últimos 3 anos, que vai não apenas da seletividade e exagero do Ministério Público e da República de Curitiba na campanha que movem contra Lula, a outros falsos paradigmas que não se sustentam moralmente, nem na realidade, como o do anticomunismo tosco, anacrônico, absurdo, abjeto e entreguista, viralatista, que tomou conta de parte da opinião pública, e outras calúnias e meias-verdades como a que dá conta de que o PT teria quebrado o país nos últimos anos quando ele deixou - sem aumentar a dívida pública-PIB com relação a 2002 - 340 bilhões de dólares - ou mais de um trilhão de reais - em reservas internacionais, nos cofres do Banco Central e quase 400 bilhões de reais no caixa do BNDES, sem falar na quadruplicação do Produto Interno Bruto e da Renda per Capita, ou na consolidação do Brasil entre as 10 maiores economias do mundo, por exemplo, nos anos em que esteve no poder.
No plano jurídico, a justiça alega - entre outras inúmeras tentativas lafontanianas de o lobo comer o cordeiro - que Lula ia comprar um apartamento em condições privilegiadas e que depois, para não ser apanhado - teria desistido no meio do caminho.
O seu principal concorrente nas eleições presidenciais do ano que vem recebeu 200.000 reais para sua campanha, recursos que teriam saído da JBS - mas também teria desisitido no meio do caminho e mandado “estornar” a quantia, e depois trocá-la por outro depósito do mesmo valor, dessa vez supostamente oriundo do fundo partidário da agremiação a que estava filiado à época.
Isso quer dizer, seguindo o raciocínio - com o qual não concordamos - esdrúxulo e retorcido do Juiz Moro e do Ministério Público - que tanto um como o outro iam cometer, como no filme “Minority Report” - um “crime futuro”, mas desisitiram, mudando de rumo, para não ser apanhados com a boca na botija.
Com a diferença de que um deles, Lula, foi condenado a quase 10 anos de prisão - que o MP quer converter agora em mais de 20 - e o seu principal concorrente sequer foi investigado por ter recebido, e depois “estornado”, por meio de seu partido, dinheiro originado de uma empresa que financiou campanhas políticas e candidatos de todas as tendências e que depois se transformou em símbolo e sinônimo de corrupção aos olhos da opinião pública, no contexto da geléia geral macartista da hipócrita e desestabilizadora caça às bruxas instaurada no Brasil nos últimos 3 anos.
Dito isso, quem de direito pode colocar ordem na casa e diminuir o grau de interferência da justiça sobre o processo político, que foi fundamental, também do ponto de vista doutrinário, para o êxito do golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016, e permitir um mínimo de condições para que se façam eleições presidenciais limpas, com a presença de todos os candidatos que disputam o cargo, garantindo que o mais votado, qualquer que seja ele, chegue ao Palácio do Planalto.
Ou pode permitir , em uma decisão já praticamente antecipada aos quatro ventos, que se condene Lula em segunda instância por esse e por outros supostos “crimes” absolutamente surreais - como se um sujeito que ocupou por oito anos o cargo de Presidente da República fosse se vender por um apartamento que não recebeu ou em troca de um imóvel emprestado, durante alguns anos, principalmente quando se quer relacionar essas tremendas “propinas” a vantagens supostamente obtidas em negócios com a Petrobras, cujo faturamento passa de 300 bilhões de reais por ano - o que equivaleria a uma intervenção direta da justiça no processo político-eleitoral brasileiro, e no próprio resultado do pleito de 2018.
Ao fazer, ou permitir que isso ocorra, o Judiciário - considerando-se o que indicam as pesquisas de opinião - a reboque de uma parcela do Ministério Público parcial, partidária e irresponsável - não apenas entregará o país ao fascismo em 2019, aceitando alterar conscientemente o curso da História, impedindo a sagrada, livre, democrática, manifestação da soberania popular por meio do voto, como será, por isso, implacavelmente julgado, e, com certeza, condenado pela própria História no futuro.
O FIM DO BNDES E O GRANDE GOLPE DO BRASIL QUEBRADO
(Revista do Brasil) - Nos últimos anos, e mais especialmente a partir de 2013, o Brasil tem se transformado, cada vez mais, no país de pequenos e grandes golpes, canalhas, sucessivos e mendazes.
Golpes na economia, golpes na soberania e na estratégia nacional, golpes contra a Democracia, que culminaram no grande golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016.
Mas, sobretudo, golpes contra verdade, a consciência popular, a própria realidade e a opinião pública, com a criação e disseminação de uma série de mentiras, fakes e falsos paradigmas, que se apoiaram mutuamente na fabricação do consentimento para a desconstrução destrutiva de um sistema político que, com todos os seus defeitos - aliás, como toda democracia - funcionava com um mínimo de governabilidade, de estabilidade institucional e de equilíbrio entre os poderes da República.
Golpes voltados para a sabotagem e destruição de um programa nacionalista e desenvolvimentista que levou o Brasil da décima-quarta para a sexta economia do mundo, em termos nominais, em 9 anos, apoiado no retorno, do país, à construção de plataformas de petróleo, hidrelétricas de grande porte, ferrovias, refinarias, tanques, submarinos, navios, rifles de assalto, caças, cargueiros aéreos militares, multiplicando o crédito, dobrando a produção agrícola, triplicando a produção de automóveis, com relação a 2002.
Da imensa usina de contra-informação fascista montada, principalmente, a partir de 2013, saíram - e continuam a sair - milhares de calúnias, seguindo uma estratégia não escrita, em que pequenas “notícias” cotidianas, a maior parte delas surreais, disseminadas pela má fé, o ódio e a hipocrisia, realimentam, permanentemente, principalmente nas redes sociais, grandes correntes e paradigmas midiáticos que adquiriram o ar de certeza para a parcela mais ideologicamente imbecil, quanto mais apaixonadamente ignorante, da população brasileira.
Uma das principais pós verdades vendidas para esse público, hoje já transformada em discurso e adotado como bandeira e muleta pelo atual governo e boa parte da mídia, é de que o Brasil estaria totalmente inviabilizado economicamente, e, logo, necessitado de passar por um urgente programa de “reformas” e de venda de ativos - públicos e privados - para sair do buraco em que deixaram o país os dois últimos presidentes da República.
Ora, quebrados, ou quase isso, estávamos no último ano de governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso - quando o PIB nacional, depois de um nefasto programa de “reformas” e do maior programa de “privatizações” - na verdade, de desnacionalização - da economia brasileira em 500 anos encerrou o ano com um PIB nominal e uma renda per capita em dólares - segundo Banco Mundial - menor do que tinha oito anos antes, no final do governo Itamar Franco, e com além de uma dívida com o FMI de 40 bilhões de dólares.
Hoje, o Brasil tem 380 bilhões de dólares - mais de um trilhão de reais - em reservas internacionais e é ainda, com toda a crise, a nona economia do mundo.
Entre as 10 principais economias do planeta, grupo em que nos incluímos depois de 2002, pelos menos 7 países - EUA, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá - têm uma dívida pública maior que a nossa.
O salário mínimo e a renda per capita são maiores, em dólares, agora, do que no final de 2002 e as dívidas bruta, externa e líquida são menores do que eram quando Fernando Henrique deixou o poder.
Mas a mídia, os ministros, os “especialistas” e “analistas” do “mercado”, insistem em afirmar, a todo o momento, exatamente o contrário, que estamos redondamente quebrados, e que a dívida nacional explodiu, por terem, talvez, na verdade, a mais descarada certeza de que conseguiram realmente nos transformar impunemente, nos últimos quatro anos, a todos os brasileiros, em uma populosa nação de 220 milhões de idiotas.
Afinal, há muita diferença entre dificuldades fiscais momentâneas, em termos históricos, causadas, entre outras coisas, por um programa de desonerações fiscais equivocado, que deixou um déficit muito menor do que está hoje - entre outras razões por volumosos aumentos de salários para o Judiciário e o Ministério Público aprovados depois que Temer chegou ao poder - e os dados macroeconômicos de um Brasil que já emprestou dinheiro ao FMI e ocupa o posto de quarto maior credor individual dos EUA, como se pode ver pesquisando a página oficial do tesouro dos Estados Unidos, procurando pela expressão mayor treasuries holders no Google.
A razão pela qual o governo - e o sistema de contra-informação fascista, na internet principalmente - não alardeiam, para a maioria, a base, da população, o excelente nível de reservas internacionais é óbvia.
Essa informação contradiz frontalmente o mito de que Lula, Dilma e os governos do PT quebraram o Brasil, a ponto de deixar o país de chapéu na mão.
E anula, praticamente, a justificativa que está por trás de um programa apressado, antidemocrático - porque a sociedade não está sendo ouvida - e antipatriótico de privatizações que está entregando o Brasil a toque de caixa e preço de banana podre para os estrangeiros, como ocorreu, por exemplo com a venda da maior refinaria de resina PET da América Latina, recém inaugurada pela Petrobras, na qual se gastou 9 bilhões de reais, por apenas 1.3 bilhão de reais para capitais mexicanos, no final do ano passado, provocando um prejuízo, apenas nesse caso, 3 vezes superior àquele que teoricamente teria sido gerado por Dilma no caso Pasadena, se ela já não tivesse, a bem da verdade, sido isentada pelo TCU dessas acusações.
Ou da entrega - por meio de um discurso entreguista tão hipócrita quanto calhorda - de reservas de petróleo do pré-sal para empresas 100% estatais de outros países como a Noruega e a China, enquanto, para consumo interno, defende-se a “desestatização” da Eletrobras e a própria Petrobras, com a alegação de que o capital privado seria mais honesto e competente.
Tudo isso, em um país em que, paradoxalmente, com base em uma campanha jurídica eivada de primeiras, segundas e terceiras intenções políticas, se acaba de destruir cinicamente - e em alguns casos, desnacionalizar - a base do capital privado nacional e da mega engenharia brasileiras, justamente por serem consideradas, as duas, fontes de corrupção e de ser excessivamente dependentes do governo.
São essas mesmas razões - a mentira e a manipulação e a necessidade de sustentar o mito de que o PT quebrou o país - - que fazem com que o governo e a mídia deixem de mencionar, ou tentem esconder da maior parte da população, que Temer e Meirelles herdaram dos governos Dilma e Lula - quando assumiram o poder depois do golpe de 2016 - um BNDES extremamente poderoso e eficiente, com centenas de bilhões de reais em caixa.
Recursos que eles estão raspando dos cofres do nosso maior banco de fomento, enviando-os “antecipadamente” para o Tesouro, com a desculpa de estar diminuindo a dívida pública, quando ela é menor hoje do que em 2002 e esse dinheiro fará quase ou nenhuma diferença em percentual de dívida com relação ao PIB, ao fim desse estúpido, gigantesco, austericídio.
Não é preciso lembrar ao Ministro da Fazenda - que recebeu mais de 200 milhões de reais em “consultoria” no exterior nos últimos três anos - que o BNDES foi criado, em 1952, no segundo governo Vargas, para promover o desenvolvimento econômico e social do país, e não para gerar recursos para o pagamento de uma dívida pública que ainda se encontra, como é o caso da nossa, em uma classificação mediana do ponto de vista internacional - se a dívida pública federal chegou a 3.4 trilhões em julho, e o PIB do segundo trimestre foi de 1.6 trilhões (ou pouco menos de 7 trilhões) o que o país deve equivale a pouco mais de 50% do Produto Nacional Bruto.
Como não é preciso recordar que bancos precisam de dinheiro para funcionar e que, retirar deles esses recursos, nesse caso, capitais públicos, equivale a fechar as suas portas.
Nem que, assim como no caso da justificativa imbecil da queda de Dilma por “pedaladas” fiscais, o dinheiro que está no BNDES, ou no Tesouro, pertencem ao mesmo dono - o povo brasileiro - e que o que importa não é ficar fingindo que se tratam de coisas diferentes, mas, no frigir dos ovos, gerir esses recursos, economizados nos últimos anos, em benefício de todos os cidadãos e não de firulas contábeis para se posar de bons moços para o “mercado”.
Em um momento em que o país, com mais de 14 milhões de desempregados, padece com centenas de bilhões de dólares em projetos importantíssimos - muitos deles estratégicos - paralisados irresponsavelmente por decisão da justiça nos últimos três anos, e precisa desesperadamente de recuperar suas maiores empresas e de mais infraestrutura e vagas de trabalho.
A intenção de acabar, na prática, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, estrangulando-o enquanto principal instrumento estratégico para a competitividade brasileira, não atende apenas aos interesses de nossos concorrentes externos.
Ela acompanha a estratégia - seguida pelo atual governo desde que assumiu, de enfraquecer também o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, para justificar a sua privatização, ou, no mínimo, “equilibrar” o “mercado”, aumentando a fatia dos bancos privados - nacionais e estrangeiros - no sistema financeiro nacional.
Não por acaso Gustavo Franco acaba de declarar, em seminário em Belo Horizonte, que o BB está pronto para privatização e não é também por coincidência que contratos do Minha Casa Minha Vida tem sido sistematicamente atrasados pela Caixa e anunciou-se nesta semana que o financiamento de imóveis usados na Caixa agora só chegará, no máximo, a 50% do valor do bem a ser adquirido.
A classe “média”, principalmente, aquela parcela que se assume como vanguarda do fascismo nas redes sociais, ou está engolindo a seco, ou deve mesmo estar satisfeita com essas notícias, e também com outras novidades desse “novo” Brasil, ordeiro e progressista, como a volta dos frequentes, quase semanais, aumentos do preço dos combustíveis da Petrobras para as distribuidoras, rapidamente repassados pelos postos para as distribuidoras, tão comuns na última década do século passado.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
AS FRONTEIRAS DA SUBALTERNIDADE
Enquanto os EUA suspendem a isenção de vistos para 38 países e o número de brasileiros barrados em aeroportos europeus - principalmente os espanhóis - aumenta em quase 10% - foram 923 apenas no primeiro trimestre - ainda há sujeitos que, no primeiro escalão do governo, defendem a isenção unilateral de vistos para países ditos "desenvolvidos", como se tivéssemos que assumir, na "nova ordem" mundial, a condição de cidadãos de segunda classe.
O "trade" turístico que nos desculpe, mas o
diabo está nos "detalhes".
O excitatório frenesi dos vira-latas - que, junto ao entreguismo mais abjeto, não consegue se refrear neste governo - precisa entender que, nas relações internacionais, o limite para o pragmatismo e o déficit de dignidade é o critério de reciprocidade.
Não se deve assegurar ao outro o que ele faz questão - de forma aberta e oficial - de negar-nos.
Especialmente quando somos a quinta maior nação do mundo em território e população e, por mais que a contrainformação fascista e midiática faça questão de ignorar, com mais de 250 bilhões de dólares emprestados, o quarto maior credor individual externo dos EUA, por exemplo.
Uma condição que se deve, justamente, à atuação de governos que estão sendo goebbelslianamente acusados de terem assaltado e quebrado o país.
Como diriam nossos antepassados, quem muito se abaixa acaba mostrando as nádegas.
No Brasil de hoje, parece que no trato com os gringos, estamos agindo como se estivéssemos quase sempre, despudoradamente, em permanente consulta proctológica.
sábado, 5 de agosto de 2017
GOERING FICARIA ORGULHOSO: CONTINUAM OS VIOLENTOS ATAQUES DA EMPIRICUS A LULA NOS MEIOS "EMPRESARIAIS".
Um dos fenômenos mais impactantes do processo histórico vivido pelo país neste momento, é a extensão, profundidade e complexidade alcançadas pelo amplo esquema de contrainformação fascista montado nos últimos anos.
Voltado para atingir não apenas o público geral, mas também segmentos específicos da opinião pública, como a juventude, as igrejas (católicas e evangélicas) os ruralistas e os empresários urbanos, ele tem operado, desde 2013, praticamente sem contestação.
Na ausência de planejamento tático, estratégia, determinação ou articulação, a esquerda, que poderia servir de alternativa a esse discurso, reage, junto com o campo nacionalista e democrático, de uma forma tão lamentável e errática, que as derrotas vão se sucedendo, umas sobre as outras, com grande rapidez e facilidade, como ocorreu com o golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016.
Não há no Brasil uma frente pela democracia.
Não existe, no país, um comitê estratégico de comunicação, que pudesse, ao menos em parte, suprir a ausência dessa frente, ou transformar-se no seu braço mais atuante, em defesa da Verdade, da Liberdade, do Estado de Direito e da Constituição.
Nem uma coordenação jurídica nacionalista e desenvolvimentista, que possa restabelecer minimamente a justiça e fazer frente ao verdadeiro tsunami de calúnias produzido de forma mendaz pelo sistema de manipulação entreguista e fascista, em seus moinhos, ininterruptamente ligados, de ódio, mentira e hipocrisia.
E nem sequer grupos de monitoramento dignos desse nome, para ao menos mapear o que está ocorrendo nesse contexto, na internet e nos meios tradicionais de comunicação.
A cada 24 horas, no âmbito econômico e no institucional, da desculpa da busca de austeridade - agora ridicularizada pelos mais de 3 bilhões em emendas parlamentares aprovados pelo governo - que disfarça e sustenta a entrega da nação aos estrangeiros, à suposta defesa da honestidade que justifica, por meio do discurso de combate à corrupção, a destruição do Brasil, de programas e projetos no valor de centenas de bilhões de reais, são gerados, livre e maciçamente - na mídia, nos organismos de controle, justiça e segurança da República, nos intestinos de uma plutoburocracia sem nenhuma visão geopolítica ou um mínimo de sensibilidade estratégica para com a dimensão e a história do país que está irresponsavelmente arrebentando - centenas de ataques (milhares, se somarmos as redes sociais) ao Estado, à Democracia e à Política.
Às principais empresas nacionais e aos nossos bancos públicos - que poderiam nos servir de instrumento para enfrentar a crise em que nos meteram a propaganda, a conspiração e a sabotagem golpista desde a época da Copa do Mundo - distorcendo descaradamente a verdade, invertendo a realidade dos fatos, criando mitos tão mendazes quanto absurdos.
Disseminam-se, como sementes de ódio que brotam assim que atingem o solo - e tivéssemos sido tomados por um cego, orgásmico e orgiático viralatismo - falsos paradigmas que estão chegando - pela constante repetição, no incansável "pós venda" da "pós-verdade" - a milhões de brasileiros, nos mais diferentes nichos da sociedade e regiões do país, cumprindo sua missão de enfraquecer e destruir o Estado, desnacionalizar a economia e nossos principais instrumentos de desenvolvimento, e de ajudar a entregar, quem sabe definitivamente, o país ao fascismo, com embrulho de presente e tudo, nas próximas eleições.
Para fazer isso, a aliança entre direita "light", o anticomunismo tosco e anacrônico e o entreguismo mais abjeto, que encontraram no território brasileiro, nos últimos anos, um campo fértil, adubado com o preconceito e a ignorância, não utilizam apenas a mídia de massa - a ponta mais visível do iceberg que está afundando o país.
Mas também os mais insidiosos métodos e instrumentos, desenvolvendo estratégias específicas para cada tipo de público, por meio de instituições ligadas a interesses estrangeiros, vide as ligações entre o MBL e os irmãos Koch, por exemplo.
Há palestras e cursos de formação de "liderança" promovidos e financiados por consulados e embaixadas estrangeiras, de países que nos espionaram ainda nesta década.
Há "seminários" organizados por institutos e fundações de "defesa" da "justiça" e da "democracia", que não apenas levam nossos jovens para outros países, facilitando por meio de "bolsas" suas viagens e estudos, como depois também promovem e premiam, com plaquinhas, diplomas, medalhas, espelhinhos, festinhas, diplomas e miçangas e palestras remuneradas, sua fiel, abjeta e prestimosa "cooperação", quando alcançam algum poder em suas carreiras.
Há centenas de sites sofisticados, sem fontes de financiamento claras, e também empresas de "consultoria" e "research" que, a pretexto de prestar informações ao mercado e a investidores, fazem o mais descarado proselitismo político e antinacional.
Isso, sem serem incomodadas ou impedidas, na maioria das vezes, nem pelas autoridades, nem por quem está sendo por elas impiedosa e constantemente caluniado.
Usando, para pescar otários no oceano dos brasileiros comuns, saturantes- e caríssimas - campanhas de mídia dirigida, que, por sua extensão e capilaridade, devem envolver, principalmente na internet, milhões de reais.
Ora, todo mundo com um mínimo de conhecimento histórico sabe que, desde o início dos tempos, a mentira e o medo são as duas principais muletas do fascismo.
Que as utiliza para percorrer a trilha, pavimentada pela desinformação e o analfabetismo político, que costuma conduzí-lo ao poder, para finalmente calçar, sem abandoná-las como apoio para equilibrar-se, as pesadas botas do terror e do autoritarismo.
Quando na oposição, a falsidade e o preconceito servem ao fascismo para incentivar o golpismo.
Quando na situação, para impedir que ascendam novamente ao poder forças que possam se opor a ele.
Em fevereiro de 2015, denunciamos, em um texto para o qual recomendaríamos novamente a leitura, publicado na "Revista do Brasil", com o título de "O "FIM" DO BRASIL", a realização, na linha do "tenho medo", lembram-se? - de uma ampla campanha de mídia, dirigida principalmente para os meios empresariais, disfarçada como a venda de relatório de conjuntura, que afirmava - dentro da estratégia de disseminação e justificação do golpismo - que o Brasil iria "quebrar" naquele ano.
Por trás dela, estava uma empresa de "consultoria" cuja principal missão tem sido, nos últimos anos, a de explorar e apoiar abertamente o anticomunismo e o antipetismo no Brasil, adotando o sensacionalismo mais vulgar e o mais descarado terrorismo econômico, mesma estratégia que adota em outros "mercados", como Portugal, por exemplo.
Não apenas negando as eventuais conquistas que o país obteve na última década, mas, principalmente, assustando um público ignorante em economia, suscetível e contaminado ideologicamente pelo discurso conservador, privatista, entreguista e antibrasileiro vigente.
Ameaçando-o com a perspectiva da volta ao poder de um governo nacionalista, capaz de recolocar o país, por meio de um programa desenvolvimentista, em uma situação minimamente soberana e digna diante do mundo.
Agora, com a mesma estratégia, já denunciada, entre outros, por Fernando Brito, Tereza Cruvinel e Denise Assis - a de apresentar um discurso escarradamente político, em sua forma e consequências, como peça de propaganda de uma pseudo "análise exclusiva" - essa mesma empresa, a EMPIRICUS - sócia do site Antagonista e da Agora.inc, dos EUA, e já processada pela CVM e o MP de São Paulo - está promovendo outra campanha milionária, que, no lugar de "O FIM DO BRASIL" traz como apelo o alerta "A AMEAÇA QUE PODE ARRUINAR COM O PATRIMÔNIO DE SUA FAMÍLIA".
Nela, ela usa como principal gancho o retorno de Lula - que tirou o Brasil da decima-terceira economia do mundo e levou para sexta, hoje, ainda, nona posição, pagou a dívida com o FMI, triplicou o PIB, e multiplicou por 10, para 340 bilhões de dólares, as reservas internacionais - à Presidência da República e também defende, em outra peça de propaganda, a condenação definitiva do ex-presidente como um fator de melhora da situação para os investidores.
Em homenagem a Goering (Goebbels era mais sofisticado) vale a pena ler, na íntegra, o fac-símile dessa pilantragem:
Agora, resta saber o que o PT poderia fazer a respeito disso.
O leitor escolha, nas alternativas abaixo, como nas provas do Ministério Público:
a) Chamar alguns economistas sérios e incentivar a montagem de uma consultoria para concorrer - ao menos institucionalmente - com a Empiricus, que possa finalmente explicar aos investidores - e a parte da opinião pública - o que realmente ocorreu com a economia brasileira desde 2002.
b) Mandar alguém fazer um estudo criterioso dos "relatórios" da EMPIRICUS nos últimos anos e mostrar que, entre os alegados 1.6 milhão de "leitores" que a seguem, muita gente jogou dinheiro fora - como no caso das ações da Petrobras - ao se deixar contaminar ideologicamente e indo atrás da conversa fiada deles.
c) Processar - como já fez no passado - essa pseudo consultoria junto ao TSE por propaganda (ou contra informação) eleitoral antecipada.
d) Não fazer absolutamente nada, porque trata-se de um caso típico de liberdade de expressão, ou porque "isso não vem ao caso", como diz certo juiz "imparcial" de Curitiba.
sábado, 29 de julho de 2017
PROCUREM O CONCORRENTE, POR FAVOR!
Um amigo, recém-retornado ao Brasil depois de muitos anos trabalhando no exterior, resolveu abrir, outro dia, com parte de suas economias, uma conta na agência Estilo do Banco do Brasil do Setor Sudoeste, em Brasília, e não conseguiu.
A justificativa, citada pela atendente - que não quis nem saber sequer quanto ele tinha para depositar e aplicar, foi "tout court", "superlotação", como se tratasse não de uma agência bancária top de linha, mas de uma vulgar - e desumana - cela de prisão.
A verdadeira razão da recusa?
A apressada e repentina decisão do governo Temer, tomada a toque de caixa, com menos de seis meses de governo e sem discussão com a sociedade, de fechar ou transformar em postos de atendimento centenas de agências do BB, apesar de o Banco do Brasil não ter tido um centavo de prejuízo nos ultimos 15 anos e dos seus funcionários já estarem atendendo, em média, mais de 400 contas por cabeça quando a medida entrou em vigor.
Orientado, em nova agência, a tentar abrir sua conta pela internet, ele tentou várias vezes, mas também não conseguiu, embora o governo tenha feito paradoxalmente há alguns meses campanhas na televisão sobre apps do banco, em seu esforço de tentar molhar a pata de veículos que - com seus próprios interesses em vista e decepcionados com a baixíssima popularidade de Temer - agora mordem a sua mão.
Conversando com outro funcionário, na porta do estabelecimento, foi lhe explicado, diretamente e sem subterfúgios, que, com a desculpa de "modernizar" o banco, se está sabotando deliberadamente o Banco do Brasil - como se fez no governo FHC - com a intenção de privatizá-lo, de forma fatiada, a médio prazo.
Na verdade, esse é um movimento que já começou, com a venda de ações do Banco do Brasil do Fundo Soberano, que fará cair a participação do governo para apenas 50,7% do total.
Enquanto isso, entrega-se, diminuindo a qualidade do atendimento ao consumidor, parcelas cada vez maiores do seu público e de seu mercado aos bancos privados, corrigindo o "crime" perpretado por Lula e Dilma, de terem fortalecido - da Caixa Econômica federal ao BNDES - o papel dos bancos públicos e aumentado o percentual de sua participação no mercado financeiro e na economia nacionais.
As perguntas que ficam agora são as seguintes:
Quantos clientes do Banco do Brasil, ou potenciais clientes, como esse, se passaram, nos últimos meses - irritados com a queda de qualidade do atendimento - para bancos particulares, ou pior, para bancos particulares estrangeiros - como o Santander, que em plena pressão pela Reforma da Previdência, acaba de ter 338 milhões de reais em multa perdoados pelo CARF - desde que começou, no BB, essa pilantragem chamada genericamente de "restruturação"?
A quem interessa arrebentar com os nossos bancos públicos - a Caixa e o BNDES também estão sob insuportável pressão - indiscutíveis e estratégicos instrumentos para o desenvolvimento nacional?
Por que os sindicatos não entram - ou não entraram - na justiça para contestar essas medidas?
Por que o extremamente bem sucedido Ministro da Fazenda de um governo sem voto, que ganhou de fontes privadas mais de 200 milhões de reais em "consultoria" nos últimos quatro anos - de um país de uma justiça absurda, no qual tem gente que está se arriscando a ser preso e ter seus direitos políticos cassados por ser "dono" de um apto do qual não possui escritura, cujas chaves nunca recebeu - não tenta aplicar, para mostrar confiança na nação - pelo menos uma parte dessa "merreca" no Banco do Brasil?
sexta-feira, 28 de julho de 2017
A RUA E A REDE
José Dirceu, em recente entrevista para um site argentino, comentou que as ruas são mais importantes que a "rede".
Não sei se poderíamos concordar com essa afirmação.
A Rede não só é a nova rua, em certo sentido, como ela antecipa o que vai ocorrer nas ruas.
Onde nasceram os "coxinhas"?
Na Rede.
E depois tomaram as ruas.
Onde nasceram os movimentos fascistas, como o MBL e o Vem pra Rua?
Na Rede, e depois tomaram as ruas.
Onde nasceu o impeachment de Dilma?
Na Rede, e depois tomou a rua.
Onde nasceram as "10 Medidas Contra a Corrupção"?
Na Rede e depois saíram - em busca de assinaturas e apoio - para a rua.
Onde nasceram - por meio da disseminação repetitiva e goebbeliana, de mentiras, mitos e paradigmas - as mais recentes derrotas para a democracia brasileira?
Na indiferença das lideranças que deveriam defendê-la na Rede e na mais absoluta incapacidade de reação na internet de modo geral, que depois se refletiu nas ruas.
No exterior, e com razão - li uma vez, em uma pichação, em um muro de Berlim: Netz zuerst, strasse dann ! se diz que o trabalho na Rede - principalmente no sentido do convencimento e da mobilização - precede a ocupação - no sentido da marcação simbólica de território e de demonstração de apoio da população - do asfalto.
Onde nasceu - e está crescendo a cada dia - a candidatura Bolso naro, mais uma vez sem nenhuma reação digna de nota, por parte daqueles que dizem estar preocupados com o futuro da democracia brasileira?
Para reflexão e debate:
No Facebook - 4.5 milhões de curtidas na principal página de Bolsonaro (não interessa se "fakes" ou não) contra menos de 3 milhões para Lula.
No Google, 458.000 resultados - a maioria negativos - para Luis Inácio Lula da Silva, contra 980.000 citações para Jair Messias Bolsonaro.
No Youtube, 18.600 resultados para Luis Inácio Lula da Silva, contra 19.800 para Jair Messias Bolsonaro.
Junte-se a isso, 2.900.000 curtidas de Moro apenas em suas duas principais páginas, 398.000 resultados para Sérgio Fernando Moro no Google, e 77.000 vídeos para ele no Youtube, e dá para ter - olavetes, villetes, lobetes, somadas - uma ideia aproximada do recente crescimento do eleitorado de extrema-direita no Brasil.
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