sábado, 1 de setembro de 2018

JUSTIÇA, LAWFARE, FASCISMO E INEGIBILIDADE.


(Da equipe do blog) - Não há nada mais falso, depois de um assassino que mata crianças dizendo que estava cumprindo ordens, que um juiz que, com a desculpa de se ater ao estrito cumprimento da lei, finge que as consequências de seus atos e decisões não irão ultrapassar os umbrais da sala de tribunal de que toma parte.

A justiça brasileira quis dar ao mundo, no último dia de agosto, a impressão de que o que estava em jogo no TSE era o julgamento isolado da elegibilidade ou não do ex-presidente Lula.  

Quando tratou-se apenas de mais um passo, talvez o definitivo, de um longo processo de combate político ao ex-presidente da República e ao seu partido que começou bem antes, quando se permitiu que fosse montada contra o PT a farsa do mensalão - urdida por pilantras que agora estão sendo investigados por outros crimes - com a inauguração da criminalização  da política pela justiça brasileira e o recurso a uma retorcida, dopada e mal importada teoria do Domínio do Fato.

Logo, a justiça brasileira não pecou  ontem.

Continuou a fazê-lo quando, ciega pero no mucho, aceitou, sem impedimentos, que se montasse contra Lula um processo espúrio, extremamente frágil e polêmico em provas e cheio de ilações forçadas.

Baseado em casuísmos variados e delações de conveniência, com inegáveis motivações e drásticas consequências políticas.

Que desaguou em uma condenação de segundo grau igualmente espúria, caracterizada por inéditas pressa e parcialidade, que está sendo denunciada e repudiada em todo o mundo.

Nunca é demais lembrar que, escritura por escritura - e a do triplex do Guarujá não existe nem nunca existiu com relação a Lula - há  outros candidatos que foram extremamente mais bem sucedidos que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva em seus negócios imobiliários nos últimos anos.

E ainda outros que, apesar de afirmar que irão pagar do próprio bolso sua campanha, irão fazê-lo com milhões de reais recebidos, também nos últimos anos, por serviços de consultoria prestados a empresas estrangeiras e aos seus interesses.   
            
Tivesse o Judiciário controlado a tempo e coibido exemplar e firmemente os arroubos onipotentes e egocêntricos da Operação Lavajato e seus inúmeros atentados contra o Estado de Direito, entre eles o da ampla divulgação do conteúdo do grampo telefônico de um Presidente da República, resistindo à chantagem de uma pseudo opinião pública fascista e à pressão de uma parcela da mídia, militante e partidária, a nação não teria chegado ao julgamento de ontem, em que a justiça brasileira teve de ser confrontada com o sistema internacional de defesa dos direitos humanos.

É incrível, tragicamente irônico, cristalinamente hipócrita, que um sistema de justiça totalmente incapaz de controlar e coibir a violência policial e o abuso de autoridade - lembre-se a proporção de 36 mortos pela polícia para cada policial morto no Rio de Janeiro, o aumento de quase 40% no número de mortes pela polícia, o maior dos últimos 15 anos, e de 128% no número de chacinas no último ano -  aja da forma mais empostada, prepotente, intransigente, arrogante e impiedosamente implacável contra um homem já preso e controlado fisicamente, com sua sentença ainda não transitada em julgado, impedindo-o de exercer seus direitos políticos, quando ele não foi condenado a isso e sim à pena de perda de liberdade, em um país no qual, como bem demonstrou a defesa de Lula, o mesmo Tribunal agiu de forma diferente com relação a 1500 candidatos a prefeito envolvidos com a lei da ficha limpa.

Ao impedir Lula de ser candidato, a justiça brasileira precisa ter plena consciência de que será responsabilizada pela História  por assumir o risco, diríamos, quase a certeza, de levar ao poder, com a sua decisão, nesta República, o policialismo, o armamento seletivo da direita e a apologia da violência repressiva do estado.

Que levarão à criação e implementação de leis eximindo a polícia que já é a que mais mata no mundo de qualquer punição ou controle, já que quem pode mais - matar sem ser punido - também poderá menos, torturando, extorquindo, abusando de todas as formas de quem quiser - em uma sociedade em que membros das forças policiais e de eventualmente outras áreas de segurança se transformarão em cidadãos de uma casta superior e especial, com poder de vida ou morte sobre a população que paga com seus impostos seus salários, suas armas e suas balas, sem nenhum tipo de controle social ou institucional, efetivando como lei o que já ocorre de fato, vide a intenção do Comando da Intervenção no Rio de Janeiro de isentar de responsabilidade os policiais envolvidos em mortes durante as operações e a ausência de qualquer punição prática por massacres cometidos pela polícia brasileira, que impactaram historicamente o mundo inteiro, como o do Carandiru e o de Eldorado do Carajás, por exemplo.

Todo sistema autoritário procura isentar seus soldados da morte de indesejáveis ou adversários.

Muitos soldados alemães que mataram mulheres e crianças no leste da Europa exibiam o adágio Gott Mit Uns - Deus Conosco em suas fivelas. Será que Deus estava mesmo com eles nessas ocasiões?

E que não tentem nos convencer que um Estado que irá legalizar esse tipo de coisa será um exemplo de Democracia para o mundo.  

Uma “democracia” ora em estado de preservação e valorização graças à impoluta e patriótica contribuição da justiça nacional.

Porque ele será, neste país escravocrata, que deu a luz ao tronco, à palmatória, ao pau de arara, o sabiá, à jabuticaba e à chibata, e às masmorras medievais  repletas de sujeitos que sequer foram julgados, na verdade e na prática - talvez até mesmo devido à ausência de absurdo semelhante em qualquer nação civilizada -  o estado de exceção permanente mais violento e arbitrário do planeta.

Em caso de indagações e dúvidas dos leitores sobre o que espera a nação, respostas eventuais com o guarda da esquina ou com o soldado da blitz na hora do rush ou da onça beber água,  a partir de meados do próximo ano.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

OS GRANDE ELEITORES



(Da equipe do blog) - Se faltava alguma coisa para constatar a obviedade do fato, as primeiras pesquisas de intenção de voto com Lula na posição de candidato comprovam o estelionato político que se está preparando para o país tendo como vítima o povo brasileiro.


Com cerca de 37% de intenções de voto para o primeiro turno, nos principais institutos de pesquisa, mais que o dobro do segundo candidato, que beira os 19%, Luiz Inácio Lula da Silva só não será presidente da República se justiça insistir na tese de que ele cometeu um fake crime que nunca aconteceu, sendo condenado por suposta tentativa de favorecimento, em um processo absurdo e kafquiano.

 

Esses resultados mostram que estão muito enganados aqueles que imaginam que quem levará o fascismo ao poder no quinto maior do país do mundo em território e população serão os aprendizes de assassinos e torturadores que defendem, na internet,  o genocídio da periferia; a militarização do ensino; a eliminação de suspeitos; o espancamento, a morte e a tortura de adversários políticos; o racismo, a homofobia, o autoritarismo, a ditadura;  a imunidade da polícia no país em que a polícia já é a que mais mata no mundo; a saída do Brasil da ONU;  o voto facultativo para afastar os pobres das urnas; o armamento daqueles que pensam como eles contra aqueles que não pensam como eles; o fim das urnas eletrônicas embora nenhum hacker genial e menos ainda neonazista tenha conseguido jamais provar que haja falhas de segurança no software ou no hardware utilizados em nossas eleições, colocados todos os anos à disposição de quem quer que se disponha a tentar fazê-lo pelo TSE.


Os  grandes eleitores do Fascismo, que irão levá-lo ao altar do poder, como uma noiva, ou entregar-lhe o país em papel de embrulho, com  um delicado pingentinho de ouro na fita de cetim, mesmo que estejam carecas de saber que ele não tem, como mostram as pesquisas,  a maioria dos votos da sociedade brasileira, serão ministros da Suprema Corte, procuradores do Ministério Público,  juízes e desembargadores de primeira e segunda instância.


Aqueles que - sem condenar e prender todos que receberam dinheiro ou tem conta no exterior, sem colocar atrás das grades, com a mesma absurda e condenável celeridade, todas as centenas de candidatos julgados em segunda instância e sem sequer investigar outros candidatos a presidente que fizeram - de fato, com toda certeza, sem sombra de dúvida - excelentes negócios imobiliários nos últimos anos;  acusaram, condenaram por duas vezes e encarceraram Lula ou estão permitindo indiretamente que ele seja, em  claríssima interferência no processo político, impedido de ser eleito o próximo presidente da República, como deseja a maioria do  povo brasileiro.


Usando, para isso, a justificativa  de uma ação espúria, repudiada pelas Nações Unidas e pelos mais importantes países e juristas do mundo, estruturada a partir de delações de conveniência, sem provas ou  concretização do alegado crime, em um processo armado e decidido com o cinismo dos pilatos, a hipocrisia dos fariseus e a pressa dos ladrões.

 

Furtando-se a corrigir esse absurdo, o Judiciário não apenas  fraudará a vontade de 4 entre cada 10 eleitores (7 a cada 10 no segundo turno) mas também pode já ir se preparando para o julgamento da posteridade pois desta vez não haverá água nem sabão que possa lavar as máculas desse processo na bacia romana daquele que mostrou as palmas de suas mãos para a multidão ensandecida pelo ódio em Jerusalém há 2017 anos.


E que não se diga que a senhora de coração de granito sentada na  frente de certo prédio na Praça dos Três Poderes desconhece - por estar com os olhos supostamente vendados - o que está ocorrendo.


Ela - não há hermenêutica ou malabarismo jurídico que possa justificar essa atitude de extrema gravidade histórica - sabe muitíssimo bem o que está fazendo.


E como será julgada por seus erros, intenções e equívocos e pelas terríveis e inenarráveis consequências de seus atos, agora, pelos que não estão cegos pelo ódio e a manipulação canalha que impera nesta República há alguns anos e pela própria História, no futuro.   


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

A SÚBITA MOROSIDADE MOROLISTA E AS VÁRIAS FACES DA “JUSTIÇA” BRASILEIRA.







(Da equipe do blog) - Rápida e rasteira a ponto de, na hora de condenar Lula em primeira e segunda instâncias, bater recordes de celeridade e ultrapassar dezenas de processos mais antigos, e de até trabalhar quando de férias no destino preferido pelos monoglotas tupiniquins para evitar a soltura do ex-presidente em um final de semana, a “justiça” brasileira prova que torce e distorce as leis do jeito que bem entende e troca a marcha e para o carro na contramão do que costuma fazer desde que lhe convenha, quando se trata de interferir, de forma cada vez mais arbitrária, arrogante e descarada no processo político nacional.

Não bastasse a decisão, baseada em um processo espúrio, de impedir a candidatura do  cidadão que está à frente de todas as pesquisas de que participa, faltasse mais alguma coisa para reforçar a hipocrisia e as duas caras do pseudo morolismo da República de Curitiba, bastaria a decisão do juiz mais premiado pelos gringos de postergar para depois das eleições depoimentos de Lula que já estavam marcados, com a justificativa de evitar “a exploração eleitoral” dos interrogatórios.

Isso, tratando-se de um sujeito que, em benefício de um ego incomensurável e voraz e de uma tremenda vontade de aparecer,  sobe nos palcos e não recusa palanque, plaquinha, diplomas, palestras, espelhinhos e miçangas, em jantares pagos, convite a convite, a peso de ouro, no exterior, para a exploração da imagem da “justiça” brasileira, em defesa dos interesses políticos e institucionais de quem patrocina tais regabofes.  

Em outro caso de estranha, incontinenti, celeridade, seria interessante perguntar à Dra Dodge, ligada - desta feita  por razões familiares - também a certo país estrangeiro, quantos pedidos de antecipação de prazo ela já fez ao TSE para julgar e tornar inelegíveis outros candidatos às eleições deste ano que não o ex-presidente Lula.

E saber por que os mesmos ministros que estão soltando políticos do PP porque foram condenados com base principalmente em delações premiadas - sem provas - não fazem o mesmo com o principal líder do PT, que foi condenado a 12 anos de prisão apenas com base na palavra de dedo-duros de conveniência, relativa  a uma suposta, hipotética, promessa de favorecimento futuro.

Com a entrega, nunca efetivada, de um apartamento que nunca foi seu no qual jamais foram executadas certas - e amplamente alardeadas - reformas.

Será que a diferença é de apenas uma letra?

O FASCISMO E O VOTO EM BRANCO




(Da equipe do blog) - Nos últimos tempos, tem crescido, nas redes sociais e nos espaços de comentários dos maiores portais e jornais, o número de mensagens de supostos lulistas e eleitores de Lula defendendo o voto em branco ou nulo caso o ex-presidente seja definitivamente impedido de concorrer às eleições. 


A linguagem e o estilo das mensagens, muitas delas  publicadas por identidades falsas, parece indicar que os comentários estão sendo publicados por antilulistas, com o intuito de tirar votos do indicado do PT para substituir eventualmente Lula na corrida pelo Palácio do Planalto, beneficiando diretamente o seu maior adversário, justamente aquele que está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, e que mais teria a ganhar com o impedimento, pela “justiça”, do cidadão Luís Inácio disputar a Presidência da República.


Essa “campanha” se junta a outras pilantragens do mesmo naipe, voltadas para explorar a ignorância popular, como a que afirma e pede divulgação no WathsApp que se houver mais de 50% de votos em branco, as eleições seriam anuladas e os candidatos registrados automaticamente impedidos de voltar a se candidatar, o que também é absolutamente falso.


Quem prega a anulação do voto, em um momento em que o país precisa de uma ampla Frente Democrática Antifascista para combater o que há de pior na política brasileira no segundo turno, pode até estar defendendo, no final de contas, votos em branco.


Desde que sejam em certo “branco” homofóbico, conservador, policialista, defensor da tortura, do armamento da direita e da ditadura, que confunde quilombos com quilombolas e acha que os últimos devem ser medidos e pesados em arrobas, como bois antes de ir para o matadouro.


     


domingo, 8 de julho de 2018

A BACIA DE PILATOS




(Do blog com equipe) - O desembargador plantonista do TRF-4, Rogério Favreto, expediu nova ordem para a libertação de Lula no prazo de uma hora.

A televisão continua dizendo que há um impasse jurídico quando o que há é uma ilegalidade.

Afirmando também que a qualquer momento o Presidente do TRF-4 e o desembargador relator da ação de Lula, que não estão trabalhando oficialmente, podem desautorizar o desembargador plantonista responsável pelo Tribunal, o que não é verdade

Enquanto isso, os responsáveis pelo Poder Judiciário continuam fingindo que não é com eles e fazendo cara de paisagem, assistindo à crise institucional da justiça brasileira e à flagrante chicana que está sendo encenada e perpetrada por Moro e seus asseclas como se dela não tivessem conhecimento ou estivessem vendo uma comédia na telinha comendo pipoca, levantando-se de vez em quando apenas para lavar as mãos para tirar o sal e a manteiga - em uma bacia de louça emprestada de Pilatos.

VIROU ZONA




(Do blog com equipe) - A atitude de certo juiz de Curitiba de interferir na decisão de um desembargador do TRF-4 que mandou soltar o ex-presidente Lula ainda neste domingo é a gota que faltava para mostrar que a justiça está sendo descaradamente desobedecida e vilipendiada por bufões e tartufos de  primeira instância no Brasil.

Caso o comportamento não seja coibido, isso equivalerá a um reles golpe de estado dado por um juiz de piso contra a República e o Estado de Direito em nosso país.

A mídia de sempre quis dar a impressão que se trata de um imbróglio judiciário quando não há imbróglio algum.

Moro não é o delegado da Polícia  Federal encarregado de cumprir a determinação da justiça, não é o dono da custódia de Lula e não tem que se meter, interceptando ou prejudicando o cumprimento - especialmente no fim de semana - de uma decisão tomada pela autoridade competente, hierarquicamente superior, de um desembargador de plantão.

O que vai ocorrer daqui pra frente quando um juiz de primeira instância discordar da determinação - que se sequer estava dirigida a ele - de um desembargador?

Independente do desfecho desse episódio, a palavra e a responsabilidade estão com o órgão máximo do Judiciário, que deve assumir o seu papel de fazer cumprir a lei e a Constituição e a velha máxima de que decisão judicial não é para ser desobedecida e sim para ser cumprida incontinenti, evitando que se abram precedentes que irão transformar a justiça brasileira em uma balbúrdia em que terá maior poder quem espernear ou gritar mais alto, no lugar de obedecer aos prazos e ritos previstos no trâmite judiciário normal.


Caso o STF se exima de manifestar-se sobre esse gravíssimo ato, absolutamente político, será o mesmo que confessar que quem manda no Brasil é a famigerada república que se instalou solertemente em Curitiba.


Nesse caso é melhor abandonar o prédio da Suprema Corte ao porteiro que estiver de plantão com as chaves de arquivos e gabinetes para que sejam entregues em prazo hábil ao insolente - e totalmente desequilibrado - juiz de piso que está agindo como se estivesse no comando da Nação.

A EMBRAER, A BOIENG E O ACORDO DO PORCO COM A GALINHA PARA VENDER OVOS COM BACON..




(Do blog com equipe) - Demorou mas a Embraer e a Boeing assinaram um memorando para a compra do controle da primeira pela segunda na área de aviação civil regional, justamente o filé da companhia brasileira.

Segundo o anunciado a Boeing vai pagar pouco mais de 4 bilhões de dólares para ficar com 8 em cada 10 ações e a EMBRAER com 20%.

Idiotas acham que isso não faz diferença.

Mas é obvio que se eu tenho apenas um quinto - ainda mais sem Golden Share - quem é que vai mandar na empresa?    

Agora, se o negócio é bom para os dois, porque não ficou no meio a meio?

Porque o governo, que tem 380 bilhões de dólares em reservas internacionais herdadas do PT, e acha que para o Brasil essa associação vai ser a última limonada do deserto, não capitalizou a Embraer com dois bilhões de dólares para voltar ao negócio e garantir que ficassem em mãos brasileiras pelo menos 50% da nova empresa, ou melhor, 51% de uma companhia na qual a sociedade brasileira investiu tanto tempo, talento e dinheiro?

Como vai se assegurar que a fabricação das aeronaves fique no Brasil com esse acordo?

Ou a Embraer vai ter que transferir a produção dos aviões para os Estados Unidos, como teve que fazer quando foi obrigada pelo governo norte-americano a se associar com a Sierra Nevada da Flórida para vender para a Força Aérea dos EUA e para seus aliados o caça ligeiro Supertucano?

Pensando friamente no assunto, o que o atual governo brasileiro está fazendo é claro e cristalino.

Primeiro, permitir que os Estados Unidos, tomando controle da área de aviões regionais da Embraer, justamente a parte nobre do negócio, alcance o objetivo estratégico de controlar, de fato, o futuro da indústria aeronáutica brasileira.

E em segundo lugar, permitir que a Boeing tire do seu caminho um dos únicos concorrentes que tinha condições de, no futuro, se quisesse, passar a produzir aviões maiores, concorrendo diretamente com a própria Boeing e sua “concorrente” a Airbus, que acaba de fazer a mesma coisa com a Bombardier canadense.


Afinal, quem fabrica aviões para 150 passageiros, pode produzir aeronaves para 200, 260 passageiros.

Para isso só precisa de tempo e tecnologia.
Insumos que a Embraer já provou saber administrar com rara competência ao desenvolver toda uma nova família de aviões, a E2 (foto) em apenas cinco anos.

Um excelente negócio para as duas maiores fabricantes de passageiros do mundo, que passam a exercer, em conjunto, um virtual monopólio no mercado global de aviões de passageiros de grande porte, avaliado em uma bagatela de aproximadamente 200 bilhões de dólares por ano.

Esse acordo da Embraer com a Boieng não lembra aquele acordo - ronc, ronc, ronc, Mister Temer - do porco com a galinha para vender ovos com bacon?

Ganha um pirulito e uma calça curta de tergal o coxinha que achar que norte-americanos e europeus não se sentaram para conversar a respeito.